quinta-feira, 27 de agosto de 2009


Desde o surgimento da internet e a sua rápida absorção pela sociedade,os estudiosos e os cientistas sociais passaram a fazer horas extras para tentar entender o que estava acontecendo no mundo.A ambição de muitos em ser autoridades no assunto,seja por motivos financeiros,midiáticos ou egocêntricos,gerou várias especulações sobre o tema.Na verdade, ainda gera muita especulação e muito blá blá blá intelectual !

Assim,várias teorias surgiram e várias questões foram levantadas.Entre elas,o processo de desmaterialização territorial resultante das novas comunidades virtuais,a propagação da internet como fator contribuinte para o isolamento social,o colapso da comunicação social e da vida familiar (!?),etc...

Conforme o tempo foi passando, muitos desses estudos se mostraram especulativos e foram desacreditados por outros cientistas.É importante dizer que os estudos sociais são realmente necessários e tem um grande valor,mas há de se concordar que devido a inúmeros fatores (dinheiro,interesses políticos,tempo,dados inexatos,interesses comerciais,complexidade,egocentrismo,imprevisibilidade,burocracia,...) tais estudos podem apresentar uma certa fragilidade. Reconhecer essa fragilidade é o primeiro passo significativo que os estudiosos tem que tomar para a busca do entendimento do complexo comportamento social. A partir daí,fica bem mais fácil se chegar a um consenso que, com certeza não terá cem por cento de aprovação,mas pode ter um bom nível de aceitação entre todos.

É comum encontrar a solução para muitos problemas na gênese,na estrutura.Por exemplo,são muitas as respostas conflitantes que surgem quando são levantadas questões sobre os " novos padrões de interação social ". Mas, e se o problema não estiver nas respostas e sim na estrutura da pergunta?

Analisemos,por exemplo,as palavras do autor no início do capítulo 4: “ deveríamos ser capazes de avaliar os padrões de sociabilidade que advém do uso da internet, pelo menos em sociedades desenvolvidas,onde já há difusão maciça da internet.”

Em toda a frase, há apenas uma palavra preocupante.Quando estamos tratando de física,química ou qualquer ciência exata, “ padrão” pode ser uma palavra bastante aplicável, mas quando se trata de ciência social e comportamento humano,é necessário ter bastante cuidado ao utilizá-la .De certa forma,parece que o autor sabe disso.

Conforme citamos anteriormente, o reconhecimento da fragilidade dos estudos sociais é o primeiro passo para a busca do entendimento do comportamento social.O autor também reconhece isso ao dizer que “ dispomos de dados...para formular nossa interpretação em bases menos instáveis...avançarei com cautela na formulação da discussão apresentada... e por fim tentar interpretar esse conhecimento de modo a propor algumas hipóteses sobre os padrões de sociabilidade que estão emergindo em nossas sociedades” .

A palavra “padrão” num contexto de comportamento social me faz recordar o estudo do biólogo e sexólogo americano Alfred Kinsey, que em 1948 tentou padronizar e classificar numa escala o comportamento e a opção sexual humana.Entrevistando doze mil homens e oito mil mulheres, elaborou uma classificação da sexualidade de zero a seis.

A escala de Kinsey foi criticada por ignorar algumas questões de contexto social e prática cultural. Kinsey se deparou com um número de variáveis tão grande que seu estudo, apesar de esclarecedor e colaborar para a tolerância social no que diz respeito a sexualidade,não conseguiu estabelecer um padrão e uma classificação satisfatória,mas sim percentuais ilustrativos que demonstram quão complexo é o comportamento humano.

Na comunicação social não é diferente.Muitos estudiosos tentam estabelecer padrões e classificações para o comportamento humano,mas é preciso considerar o infinito número de variáveis envolvidas nesse processo.Isso não quer dizer que esse entendimento não deva ser buscado,pelo contrário,a busca pelo conhecimento é um fator contribuinte para o crescimento da sociedade,mas deve ser feito de forma menos especulativa e mais consciente,conforme o autor fez,visando sempre um bem estar social e não um oscar de intelectual do ano que vendeu milhões de livros com sua fantástica teoria sobre sociedades virtuais.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Convergência

A forma como a sociedade vai se apropriar de novas tecnologias, e o uso que vai fazer delas, muitas vezes pode ser imprevisível. Por exemplo, se a indústria fonográfica cogitasse que o formato digital de música e o seu suporte físico, o Cd, fosse alavancar e disseminar a pirataria, talvez estivéssemos comprando discos de vinil até hoje, pois o formato digital dificilmente seria aprovado pela indústria, se o prejuízo causado fosse previsto.
A internet também trouxe consigo várias surpresas. A mudança comportamental e a velocidade com que essa transformação tem se dado na sociedade resultou numa multiplicidade de aplicações e usos, desenvolvidas muitas vezes pelo próprio usuário, que vem exercendo um impacto cultural de proporções inesperadas e redesenhando a forma das pessoas se comunicarem, de trocar informação e de se entreter.
A internet, apesar de estar sempre ligada a um contexto de coletividade, é individualizada pelo uso que cada um faz dela. É notório que tudo parece estar migrando para web: jornais,rádios,livros,jogos,revistas,música,filmes,etc... e cada um vai consumir tudo isso de sua própria maneira, mas a comunicação parece ser um dos principais motivos de uso da rede, principalmente quando se fala em comunicação instantânea.Talvez esteja aí a grande diferença sentida por todos: a questão do ritmo,da velocidade exigida na nova sociedade que emerge do mundo digital. Todos querem quase tudo instantaneamente, na rede não há tempo a perder. E não só tem que ser rápido, mas também tem que ser vários ao mesmo tempo. E não se pode esquecer que ser vários também significa fazer várias coisas ao mesmo tempo. E ao mesmo tempo significa agora ! Talvez a busca pela convergência, citada pelo autor, tenha a ver especificamente com isso. Ser tudo ao mesmo tempo.Ser tudo num só. Multimídia, Multifacetado...A convergência, independente de estar ou não num aparelho, com certeza já se desenvolve dentro de nós.Eu chamaria isso de stress tecnológico, ou melhor, esquizofrenia tecnológica. Se isso é saudável ou não, só tempo vai dizer. Mas já há sinais que indicam como isso afeta as pessoas.
É difícil saber o que as pessoas estão realmente buscando no universo digital, o que sabemos é como elas usam a rede e como elas se interagem virtualmente. Mas apesar disso, todos buscam se sentir inseridos dentro de um mundo confuso em relação a identidades e papéis sociais, e por isso acabam entrando no ritmo frenético e exaustivo da vida moderna, desde que isso vá lhes render a admiração e o reconhecimento do seu próximo, seja ele seu vizinho, seu colega de trabalho ou seu familiar. Será isso viver apenas de percepções alheias? Na verdade, isso não importa. O que importa é que isso vai influenciar diretamente na forma como as pessoas farão uso de novas tecnologias, ou seja, tudo isso se torna, incluindo a internet, um importante artefato na concepção da máscara social multifacetada.
Com isso em mente, é perfeitamente compreensível a teoria do autor de que o hipertexto não precisa necessariamente ser um objeto material eletronicamente operado. Pois, “nossas mentes, não nossas máquinas, processam cultura com base em nossa existência...conectadas a corpos humanos.Portanto,se nossas mentes tem a capacidade material de acessar a totalidade da esfera de expressões culturais,selecioná-las e recombiná-las, temos um hipertexto dentro de nós !” Diante de tudo isso,só nos resta saber se esse mecanismo será eficiente em atender às nossas necessidades como seres humanos ou nos tornará escravos de uma complexo sistema que poderá, a qualquer momento de um futuro próximo, entrar em pane e resultar na necessidade de reavaliar nossos valores e reconsiderar nosso estilo de vida.

sábado, 18 de julho de 2009

preparando o ambiente para o orgasmo

A preparação do ambiente faz parte do ritual: incensos, flores e música dão um toque especial. A iluminação deve ser feita com velas, nunca no escuro. Tome um banho demorado e escolha a roupa pela textura. Não há preocupação nem ansiedade com o desempenho no sexo.Se você ainda não tem intimidade com o poder da deusa Shakti, imagine essa energia feminina como uma cobra adormecida na base da coluna vertebral. Quando acordada, ela sobe até o alto da cabeça, nutrindo os chacras da coluna, unindo consciência e prazer. Deve-se praticar uma espécie de meditação a dois, um treinamento físico e espiritual para atingir a consciência suprema.Prepare o sistema nervoso, pratique posturas, respirações, mantras e visualizações. Revigore o corpo para que seja capaz de sentir, de se emocionar e de pulsar por inteiro. Comece a transformar a relação. Só tenha olhos para o seu namorado, caminhe de mãos dadas, beije-o com ternura, troque carícias. Vocês são criaturas sagradas e divinas, e o corpo é um templo.

sexo tântrico

O sexo não é praticado com o objetivo final do orgasmo. O interessante é atingir um estado de consciência maior, onde não há separação entre corpo e espírito. Durante o sexo, o casal deve evocar Shakti e Shiva e perceber um ao outro como divindades.Como o caminho do paraíso para o homem não é ejacular, ele segura a ereção e atinge um tipo de prazer chamado "orgasmo cósmico". A mulher se abre para o prazer e é capaz de ter orgasmos múltiplos enquanto acompanha seu parceiro nesse jogo de autocontrole e concentração. Dizem que atingir o nirvana é inevitável.Você deve pensar: que coisa maluca! Mas é possível aprender com os ensinamentos do tantra e encarar o sexo tântrico como um manual de exercícios. A relação sexual vira um verdadeiro encontro do amor e harmonia e não uma relação sem intimidade ou compromisso.